Família procura filha desaparecida há 5 meses; lei municipal amplia divulgação das buscas
17/02/2026
(Foto: Reprodução) Araraquara lança projeto para divulgar casos de pessoas desaparecidas
A cuidadora Meire Peres Braga, de 59 anos, vive meses de angústia desde o desaparecimento da filha, Priscila Peres Braga Gonçalves, de 32 anos, em Araraquara (SP).
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Priscila sumiu na madrugada de sábado, no dia 6 de setembro de 2025. Segundo a família, ela saiu de casa na Vila Sedenho apenas com a roupa do corpo e não foi mais vista.
Assim como Meire, outras famílias vivem a mesma aflição e seguem sem desistir da busca por qualquer notícia que possa trazer respostas.
Para reforçar as buscas de pessoas desaparecidas, a Prefeitura de Araraquara passou a divulgar casos no site oficial e nas redes sociais do município. A iniciativa foi criada a partir de um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal no ano passado e já em vigor. (Leia abaixo)
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Procura-se Priscila
De acordo com Meire, a filha Priscila enfrentava um quadro de depressão após um episódio traumático envolvendo a ex-companheira, com quem havia se casado no civil. A mulher, que morava em Jaú, teria ateado fogo no próprio corpo após não aceitar o fim do relacionamento e morreu.
"Ela estava bem traumatizada com o que aconteceu, também ficou internada e teve queimaduras ao tentar ajudar a esposa, mas estava em tratamento e melhor. Onde ando a procuro, fico olhando na rua, falo com moradores de rua, com todos que vejo, colei cartazes em todos lugares, fui em abrigo, está um mistério. É muito angustiante", disse.
Priscila Peres Braga Gonçalves, de 32 anos, está desaparecida desde setembro em Araraquara, SP
Redes sociais
Desde o episódio traumático, Priscila fazia acompanhamento psicológico e era atendida pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Segundo a mãe, na semana do desaparecimento ela apresentava melhora, procurava emprego e planejava trabalhar como motorista de aplicativo. “Ela estava com projetos”, contou.
Na noite em que desapareceu, Meire estava trabalhando e falou com a filha por volta das 21h. Durante a madrugada, Priscila foi vista no Parque São Paulo, em dois bares da região. Funcionárias relataram que ela aparentava estar triste e comentou sobre a morte da ex-companheira. Depois disso, não houve mais notícias.
O celular foi encontrado no dia seguinte, mas não apresentava sinais de dano. Priscila não levou medicamentos, ela usava oito tipos diferentes, nem curativos, apesar de ainda estar em tratamento e com recomendação médica para evitar exposição ao sol.
Aflição
Mãe de uma menina de 7 anos, Priscila, segundo a família, era muito ligada aos parentes e não costumava passar a noite fora sem avisar. “Ela não ficaria sem falar com a gente”, disse Meire.
Na noite que desapareceu, a filha e o pai de Priscila estavam dormindo em casa e não viram ela saindo.
A família teme que ela possa ter sido vítima de homofobia. O caso é investigado pela Polícia Civil, que até o momento não tem pistas sobre o paradeiro da jovem.
"A Polícia não tem pista nenhuma. Pedimos quebra de sigilo bancário, ver se tinha imagem, mas não conseguimos nada ainda", contou.
Priscila é branca, tem várias tatuagens, piercing na sombrancelha e, no dia do desaparecimento, vestia blusa de manga comprida e calça preta. Ela usa aparelho ortodôntico. Informações podem ser repassadas à polícia pelo telefone 190 ou 181, de forma anônima.
Priscila é de Araraquara e tem várias tatuagens, piercing na sombranelha e usa aparelho ortodôntico.
Redes sociais
Lei municipal amplia divulgação de desaparecidos
A Prefeitura de Araraquara passou a divulgar casos de pessoas desaparecidas no site oficial e também nas redes sociais do município. A medida foi instituída por meio de um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal.
O objetivo é ampliar a visibilidade dos casos e ajudar as famílias. Segundo a prefeitura, as publicações serão feitas de forma responsável e periódica, alcançando desaparecidos de todas as idades.
A ação conta com parceria da ONG Areia, instituição que atua há décadas na busca por pessoas desaparecidas e trabalha, inclusive, com apoio de radioamadores para ampliar a rede de informações.
A secretária de Comunicação Paula Cardoso Benedicto reforçou que as informações disponibilizadas nas redes sociais e site da prefeitura poderão ser acessadas por pessoas em qualquer localidade.
"A gente acha que trazer essas informações de maneira responsável, de maneira periódica, a gente também consegue ajudar na aflição de pais, responsáveis e familiares desses desaparecidos", disse.
A lista de desaparecidos pode ser consultada no site Araraquara.sp.gov.br. Informações também podem ser repassadas pelo telefone (16) 98117-9905 ou pelas redes sociais da ONG Areia.
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